Contribuição para a Elaboração da História das Transmissões Militares em Portugal

3.1 Acontecimentos e factos relevantes de 70 a 75

Subtemas: A Operação NÓ GORDIO em Moçambique / Aprovação dos quadros de efectivos da Arma e sua definitiva criação / Criação da Escola Prática de Transmissões / Contribuições para Revisão da Logística das Transmissões / Vinte e Cinco de Abril / Vinte e Cinco de Novembro

A Operação NÓ GORDIO em Moçambique

Dentro da estratégia definida pelo Comandante-Chefe General Kaúlza de Arriaga, visava limpar e ocupar o planalto dos macondes, praticamente considerado pela subversão como zona libertada.

Foi a maior operação levada a efeito pelo Exército português em África, pois envolveu cerca de 8.000 homens e se desenvolveu ao longo de cerca de 2.000 km2 e, tendo-se iniciado praticamente em 15 de junho de 1970, decorreu durante todo o mês de Julho na sua fase mais activa, e prolongou-se nos meses seguintes pelo reajustamento do dispositivo resultante da ocupação das antigas bases do inimigo.

Esta operação requereu das Transmissões da Região Militar um esforço considerável, pois carecia de equipamentos adequados, principalmente pelo que se refere aos equipamentos para tropas apeadas, tendo havido a necessidade de utilizar exclusivamente CHP-1 após a selecção rigorosa, depois de uma concentração realizada em três dias desse material, disperso pela Província, e neles ter sido instalada uma alimentação de emergência constituída por 9 pilhas de 1,5 Volt em série-paralelo.

As Unidades deslocavam-se de todas as zonas da Província, pelo que houve que conhecer, antes da sua partida e nos locais onde se situavam, qual o material de que dispunham, dentre o que fora seleccionado e o seu estado, para oportunamente se lhes distribuir o que ia sendo recuperado. Tudo isto, mais a pronta distribuição dos equipamentos, teve de ser feito em pouquíssimo tempo. Já a mais de meio da operação chegaram a Mueda os primeiros TR-28 que foram prontamente distribuídos; porém, as tropas Comandos recusaram-se a trocar o CHP-1 por já se terem habituado a eles e temerem dificuldades com os novos.

Foi constituído um Destacamento de escalão Companhia que se deslocou para Mueda onde ficou instalado o Posto de Comando da operação, para montar o Centro de Transmissões desse PC.

Foi igualmente deslocado para o PC da operação o Adjunto do Comando das Transmissões, que ficou com o encargo de responder por todas as transmissões da operação.

Apesar dos receios iniciais, as Transmissões actuaram excelentemente, não se tendo verificado nenhum colapso e registando-se tempos de demora das mensagens dentro do sistema de Transmissões (entre o expedidor e o destinatário) verdadeiramente surpreendentes por terem sido muito reduzidos, mesmo nos casos de mensagens cifradas.

Na evolução natural dos comandantes em Moçambique, o tenente-coronel Rio Carvalho Frazão foi substituído pelo coronel Azeredo Basto, e este pelo coronel Francisco Pinto Correia, praticamente no final da Guerra.

Durante os comandos anteriores, foram muito melhoradas as ligações radiotelefónicas e radiotelegráficas, pela acção de notáveis capitães que lá prestaram serviço dos quais se destacou o capitão Manuel da Cruz Fernandes.

Aprovação dos quadros de efectivos da Arma e sua definitiva criação

Os trabalhos iniciados pelo anterior Director da Arma, foram continuados muito activamente pelo Brigadeiro Câncio Martins no sentido de se constituir a Arma de Transmissóes, com os seus Quadros próprios e devidamente guarnecidos com pessoal de várias procedências, nomeadamente:

  • Da Arma de Engenharia os oficiais, engenheiros civis, do Ramo de Transmissões, os quais faziam parte de cursos onde se manteriam colegas seus na Arma de Engenharia e que encaravam com apreensão a eventual subida rápida nas promoções dos seus colegas de Transmissões por vezes mais modernos;
  • Oficiais já formados na Academia para Transmissões e que encaravam a entrada na Arma dos procedentes da de Engenharia, como “outsiders” ocupando os seus lugares de topo;
  • Oficiais e sargentos radiomontadores do Serviço de Material que iriam ser intercalados, no mesmo quadro técnico, com oficiais e sargentos mecânicos de Material Telefónico e de Teleimpressor;
  • Oficiais oriundos do QSGE que iriam constituir o Quadro de Exploração.

A solução era complexa pois se pretendia que a Criação da Arma não viesse a criar problemas colaterais complicados.

A solução encontrada, de aprovar os quadros de efectivos da Arma e, nalguns casos, como no dos oficiais engenheiros provenientes da Arma de Engenharia, as vagas para eles abertas, nos novos quadros, só irem sendo disponibilizadas ao longo de três anos, veio a revelar-se excelente pois, nos postos mais elevados da Arma de Engenharia, praticamente não criou “décalages” muito acentuadas. A Arma de Transmissões foi criada em 4 de Agosto de 1970 (DL 364, 1970).

Criação da Escola Prática de Transmissões

Já desde 1959 que o Batalhão de Telegrafistas fora investido com a missão cumulativa de desempenhar funções correspondentes à futura Escola prática de Transmissões.

Agora, porém, com a criação da Arma de Transmissões, e por força do mesmo Dec-Lei da sua criação, o Batalhão de Telegrafistas é extinto e em seu aquartelamento é criada a Escola Prática de Transmissões, com a missão cumulativa de continuar a chefiar e conduzir o Serviço de Telecomunicações Militares (Port 382, 1971)

Contribuições para Revisão da Logística das Transmissões

O Depósito Geral de Material de Transmissões, criado em 1965 como órgão logístico independente do Depósito Geral de Material de Engenharia, e dependente tecnicamente da Direcção da Arma de Transmissões, embora reformulado e guarnecido com pessoal com boas qualificações, não funcionava, contudo, como um órgão logístico de base da cadeia logística como importava que ele fosse, pois, na sua dependência da DAT, ele actuava como um órgão daquela.

A DAT é que desempenhava, através da sua Repartição de Material, como que o verdadeiro órgão logístico. O DGMT fornecia artigo por artigo com a autorização específica da DAT e reparava igualmente com a sua autorização.

A função real do DGMT era a de um grande armazém que fornecia o material, de carga ou sobressalente, de acordo com autorização, caso por caso, da DAT, para a qual se limitava a informar previamente as existências em armazém.

Dentro da ideia que o Director do DGMT, ao tempo tenente-coronel Pereira Pinto, tinha da cadeia logística que interessaria às Transmissões, especialmente depois do trabalho que realizara no BTm2 a propósito da logística para a Região Militar de Moçambique, o DGMT deveria ser a base logística e a cabeça da cadeia que ia até aos Destacamentos de Reabastecimento e Manutenção de Material de Transmissões que se situava nos Sectores operacionais e pertencentes às Companhias de Manutenção e Reabastecimento, elas situadas junto aos Comandos das Regiões Militares e na dependência técnica dos respectivos Comandos das Transmissões.

Mas dependência técnica não poderia significar autorização para cada acção, mas cumprimento de directivas e orientações técnicas dimanadas do órgão coordenador.

Era até sua ideia que as próprias Companhias desempenhassem o papel de seus Destacamentos para os aspectos funcionais, actuando como escalões sucessivos de uma mesma cadeia logística.

Por isso, procurou fazer propostas de directivas gerais de funcionamento e também para os casos específicos, nomeadamente para os artigos que, pela sua dificuldade de obtenção no mercado, ou suas limitadas existências, merecessem ser designados de artigos críticos, só para os quais solicitaria decisão de fornecimento à DAT.

Em consequência destas suas concepções, o tenente-coronel Pereira Pinto decidiu realizar um estudo que designou por “Contribuição para o Estudo da Logística de Transmissões”.

Vinte e Cinco de Abril

A eclosão do golpe de estado conduzido vitoriosamente pelo Movimento das Forças Armadas, além do seu êxito na transformação do País, teve importância significativa nas Transmissões.

Por um lado, porque nele intervieram muitos elementos da Arma de Transmissões, não apenas na concepção e conduta, mas também concebendo, montando e operando sistemas de transmissões para tornar possível a conduta.

Estes últimos, constituídos por oficiais, sargentos e porventura praças, foram organizados e comandados pelo tenente-coronel Amadeu Garcia dos Santos.

Também o “25 de Abril” veio a ter importância na Arma de Transmissões pelas alterações que veio a provocar nas escalas de pessoal, em consequência da acção das Comissões de Apreciação. Dentre as alterações que ocorreram tem especial significado a entidade do Director da Arma, que sofreu mudança.

Em 1970, o Director Brigadeiro Câncio Martins havia passado à situação de reserva por limite de idade tendo, na circunstância sido substituído por um dos Brigadeiros inspectores, o qual foi o mais antigo Brigadeiro Machado de Sousa. Porém, 4 meses depois, o Brigadeiro Machado de Sousa foi transferido para chefiar o Serviço de Fortificações e Obras Militares integrado na Arma de Engenharia, e sucedeu-lhe o Brigadeiro José Henrique Sales Grade.

Na altura do “25 de Abril” o Brigadeiro Sales Grade passou à situação de reserva e, para o substituir foi escolhido pela Arma o Brigadeiro Gonçalo Nuno Sanches da Gama.

O Vinte e Cinco de Novembro

Tal como o “25 de Abril” implicara alterações significativas na Arma. Na verdade, tal como na primeira das acções, também nesta última se verificou acção valiosa por parte de significativos elementos das Transmissões, também, sob orientação do tenente-coronel Garcia dos Santos.

Quanto à influência nos quadros da Arma ela só se verificou na mudança do seu Director, pois que o Brigadeiro Sanches da Gama foi transferido para o EME para o Quartel Mestre General, tendo sido substituído pelo Brigadeiro António Avelino Pereira Pinto.

3.2 Mudanças Organizacionais decorrentes do 25 de Abril

Subtemas: Revisão estrutural da Arma de Transmissões / Reformulação infraestrutural do DGMT / Análise das existências e necessidades de material / Criação de uma Brigada Mista para se integrar na NATO

Revisão estrutural da Arma de Transmissões

Impunha-se perspectivar o futuro da Arma de Transmissões, face às alterações que resultariam das mudanças tácticas e estratégicas que iriam ser operadas pelo abandono das Províncias Ultramarinas, passando a “ameaça” possível, a que o Exército deveria fazer face, a ser diversa, a ser combatida por forças com orgânica diferente em territórios situados em latitudes também diferentes daqueles para que estávamos preparados ao longo de 12 anos de guerra.

O Director decidiu reflectir sobre o problema e sobre as Transmissões existentes, para avançar propostas organizativas.

Para que tal reflexão fosse mais participada possível, em Maio de 1976 as suas reflexões, num documento manuscrito e policopiado a que deu o nome de “Reflexões Sobre a Problemática da Arma de Transmissões” que difundiu entre todos os oficiais e sargentos da Arma para que dessem a conhecer as suas opiniões aos delegados de cada Unidade que iriam estar presentes nas reuniões das jornadas de trabalho a realizar na Escola Prática de Transmissões, conduzidas pelo Coronel António Luís Pedroso de Lima assessorado por oficiais devidamente seleccionados.

As jornadas decorreram com resultados que se podem considerar como muito satisfatórios, tendo surgido várias alterações e ajustamentos, pelo que se refere aos quadros orgânicos propostos para as Unidades a constituir, afectando assim os números a que se havia chegado para os quadros de efectivos da Arma.

A proposta que daí resultou, foi a que se apresentou superiormente para aprovação.

Desta proposta constam que a Arma seria constituída por:

  • Direcção da Arma;
  • Escola Prática a localizar no Porto no Quartel do Bom Pastor ocupado pelo Regimento de Transmissões que seria extinto;
  • Serviço de Telecomunicações Militares no aquartelamento dos Quatro Caminhos onde funcionava a Escola Prática das Transmissões que fora transferida para o Porto;
  • Depósito Geral de Material de Transmissões no local onde já estava instalado no quartel do Carrascal em Linda-a-Velha. Na organização do DGMT aparece uma Divisão de Estudos e Projectos dentro da ideia de, através dela, se envolver a Arma em projectos de desenvolvimento de equipamentos.
  • Batalhão de Transmissões como Unidade Operacional com companhias operacionais de Transmissões e de Guerra Electrónica, a instalar num aquartelamento que viesse a ser disponibilizado.

Esta proposta acabou por merecer aprovação superior, apenas com as seguintes ressalvas:

  • O Serviço de Telecomunicações Militares que se propunha como um órgão funcional embora instalado num aquartelamento, passou a constituir uma Unidade militar designada por Regimento de Transmissões, embora totalmente empenhado no Serviço de Telecomunicações Militares;
  • O Batalhão, a constituir, teria de aguardar oportunidade e disponibilidade de um aquartelamento que se desejaria que fosse colocado na zona central do País por se destinar a ser empenhado, total ou parcialmente, em qualquer ponto do País.

Reformulação infra-estrutural do Depósito Geral de Material de Transmissões

O DGMT ocupava, em Linda-a-Velha, um antigo aquartelamento de uma Bateria de Artilharia, o qual foi ajustando-se às novas necessidades, mas sem boas condições de armazenamento, em edifícios de arrecadação muito mal dimensionados para uma arrumação adequada e onde o material pudesse ser bem catalogado e protegido da agressão das condições ambientais, com paradas exteriores em terra, produzindo poeiras que se iam imiscuindo no material armazenado e no que se encontrava em reparação, com as oficinas, improvisadas numa antiga cavalariça, que, apsar de forradas, não garantiam a adequada protecção contra poeiras.

Por outro lado, os armazéns, onde se mantinham guardados os equipamentos e seus sobressalentes, dispunham de toscas grades de madeira, e, até o material de carga e os próprios sobressalentes, permaneciam guardados em caixas de cartão amontoadas, embora com um mínimo de ordem para que se pudesse localizar, mas ainda assim, sem as condições mínimas indispensáveis para a montagem de um órgão logístico moderno, com volumetria bem aproveitada e com a limpeza e asseio adequados.

Acresce ainda que, a maioria esmagadora do material, zelosamente guardado pelos fiéis de armazém naqueles inadequados espaços, era já obsoleto ou muito antigo, sem qualquer actualidade para o presente e muito menos para o futuro.

Para ilustrar a situação, refere-se uma resposta dada pelo então Inspector da Arma de Transmissões, Brigadeiro Franscisco Pinto Correia quando foi solicitado para visitar o DGMT e informar sobre quais as medidas a adoptar para transformar o Depósito por forma a atender à missão que se lhe destinava:
Acho que melhor é deitar-lhe fogo!”.

As instalações destinadas à Direcção, as casernas, os refeitórios e cozinhas, além de parcos e pequenos, também não apresentavam condições razoáveis para satisfazerem às perspectivas da Arma.

A primeira coisa a fazer, porém, seria vermo-nos livres daquela enorme quantidade de materiais. Porém, se houvesse que actuar de acordo com o que estava legislado, haveria que fazer autos de incapacidade e, depois, concursos públicos para alienação da sucata. Tal operação envolveria dezenas de oficiais e não estaria completada antes de uns dois anos.

Face a isso a DAT expôs ao General QMG o problema sugerindo-lhe que autorizasse a incapacitação automática de todo este material e sua venda à Siderurgia Nacional, com base em que, aquele material, obsoleto embora, era ainda passível de ser operado, o que, para a época instável que se vivia, poderia ir parar a mãos indesejáveis e poder ser ainda utilizado em acções obscuras.

Tal foi aceite, perservando contudo aquele que ainda pudesse ser aproveitável, e, perante o desgosto dos fiéis de armazém, que ao longo de tantos anos procuraram carinhosamente preservar o material, o qual, segundo as folhas de carga que mantinham em permanência e escrupulosamente em dia, valia fortunas, pelas quais eles eram e sempre se sentiram responsáveis, ali foram carregados em 56 camiões para serem vazados nos altos fornos da Siderurgia Nacional.

Todavia, de cada equipamento, foram reservados 6 exemplares seleccionados, para fins museológicos.

Em seguida, o Director do DGMT, Cor. Roquete Morujão, apresentou um trabalho de grande qualidade como plano de pormenor das obras que haveria de que realizar no Depósito, e obteve junto da Junta Autónoma da Estrada o asfaltamento gratuito da Parada.

As obras acabaram por ser realizadas e o DGMT ficou efectivamente com a dignidade e qualidade que se desejava.

Quanto aos armazéns, foram estes recondicionados interiormente, procurando-se armazenar, em armários adequados, os equipamentos, a montar, para os sobressalentes, uma armazenagem SUC, em gavetinhas encaixadas em estruturas em elevação, tirando-se assim o maior proveito do espaço e conferindo uma qualidade à vista e uma eficácia inexcedível na localização.

Também a oficina, funcionalmente colocada paredes meias com o depósito de sobressalentes, para o qual, de resto, tinha janelas para apresentação das requisições oficinais e para entregar dos sobressalentes, foi toda montada numa nave devidamente adaptada, mas em “open space” com gabinetes de trabalho, de reunião e para banco de ensaios. Tudo mobilado com bancadas devidamente estudadas e com excelentes acabamentos.

Análise das existências e necessidades de material

Era agora importante fazer o inventário do material existente e ainda possível de ser utilizado e, porventura fazer o seu “upgrade”.

Procurou-se, pois, analisar dos materiais existentes, os que seriam desejáveis para o novo conceito de “ameaça” e sua presumível valorização.

Pelo que se refere ao material TPF, não se reconheceu haver quaisquer medidas imediatas a implementar.

Quanto ao material rádio verificava-se que havia grandes existências de GRC-9, equipamento ainda muito válido, mas que não seria de considerar como o equipamento standard para as organizações de combate em guerra convencional não sendo, contudo, de substituir imediatamente.

Havia 4.000 equipamentos TR-28. Equipamento fundamental no Ultramar, mas que, para um envolvimento na Europa, não tinha características desejáveis para as pequenas Unidades que deveria ser preferivelmente em FM, ter potências, quando operável a dorso, de 3 Watt, podendo atingir 15 Watt em instalação fixa ou montado em viatura.

Este seria o equipamento efectivamente com maior prioridade.

Imediatamente se pensou em procurar aproveitar ao máximo os componentes do TR-28, inclusivamente a sua caixa, micro, antena, baterias e carregadores, fazendo o projecto pelos engenheiros da Arma de Transmissões e construindo em Portugal o miolo radioelétrico para instalar na caixa do TR-28.

Nesse sentido, e porque se desejava, ao fazer um desenvolvimento, que este deveria atingir qualificações tecnologicamente actuais e tais tecnologias dificilmente seriam disponibilizadas pelos seus detentores, foi enviado à Feira de Material de Defesa de Wiesbaden, o tenente-coronel Rodrigo Rosas Leitão para nessa Feira avaliar as últimas palavras em matéria das tecnologias que nos interessassem.

Deveria, também, procurar contactar com os responsáveis de firmas fabricantes de rádios, procurando saber do interesse em colaborarem com uma firma industrial portuguesa de electrónica, no desenvolvimento em Portugal de um protótipo satisfazendo às características que fossem fixadas previamente.

Não sendo de prever que este repto tivesse quaisquer interessados, a verdade é que a Direcção da Arma foi procurada por representantes alemães e até de outros países.

Criação de uma Brigada Mista para se integrar na NATO

A substituir a antiga 3.ª Divisão e a Brigada experimental de 1960, foi criada uma Brigada Mista também integrada na NATO, mas agora para uma vez empenhada, o ser integrando-se num Corpo de Exército italiano para ocupar um sector defensivo no norte de Itália.

Para essa Brigada, que foi designada por 1.ª Brigada Mista Independente (1.ª BMI), foi montada uma Companhia de Transmissões que passou a fazer permanentemente parte da 1.ª BMI e ficou instalada em definitivo em aquartelamento próprio no Campo de Instrução de S. Margarida.

Todo o material de Transmissões da Brigada foi, como já o fora quando da 3.ª Divisão, fornecido pelos EUA, dentre o seu material standard, e, por isso idêntico ao usado nas suas Unidades.

A nova oficina de Manutenção Rádio 4.º Escalão no Depósito Geral de Material de Transmissões, em Linda-a-Velha

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