
Em 31 de janeiro deste ano comemorou-se o trigésimo (30º) aniversário da primeira visita de Sua Exa. o Embaixador de Portugal em Angola, Dr. José Duarte Ramalho Ortigão, à Companhia de Transmissões n.º 5 (CTm5), sediada em Belas, Luanda.
No dia 24 de janeiro de 1996, chegou a Luanda do novo Embaixador de Portugal em Angola, Dr. José Duarte Ramalho Ortigão e a Sra. Embaixatriz, substituindo no cargo o Dr. Rocha Páris, que cessou funções em 19 de janeiro.
No dia 31 de janeiro, Sua Exa. o Embaixador de Portugal em Angola, Dr. José Duarte Ramalho Ortigão, acompanhado pela Sra. Embaixatriz, visitou a CTm5, pela primeira vez, com a presença as seguintes entidades:
- O Chefe do Estado-Maior da UNAVEM III, Cor Tirocinado de Tm João Bento Soares;
- O Adido de Defesa em Angola, TCor Cav Mansilha Assunção, e esposa;
- Comissário Adjunto da Polícia da UNAVEM III, TCor da GNR Costa Pereira;
- Representantes do Staff da ONU (Mission Signals Officer, Maj Tm (Eng.) Armando Garcia e Prebost Marshall, Cap Cav Augusto, entre outros militares portugueses);
- Imprensa nacional e angolana.
A visita teve por base o seguinte programa:
- Continência regulamentar pela Guarda de Polícia da CTm5;
- Parada Militar;
- Briefing no Shelter de Comando da CTm5;
- Visita ao Estacionamento;
- Almoço convívio;
- Cumprimentos ao Pessoal do Staff Português da UNAVEM III;
- Assinatura do Livro de Honra da CTm5;
- Despedida.
Após a sua receção na porta de Armas da Unidade e da prestação das honras regulamentares pela guarda de polícia da CTm5, o Dr. Ramalho Ortigão deslocou-se para a parada da Unidade onde recebeu a continência da Guarda de Honra constituída pela Companhia a dois Pelotões, comandada pelo 2º comandante da CTm5, capitão de Transmissões (Eng.) Carlos Ribeiro.



Seguiu-se uma apresentação sobre a CTm5 no Shelter de Comando realizada pelo Major Stone (comandante da CTm5) que incluiu, entre outros aspetos, a missão e possibilidades, efetivos, meios da Companhia e outros apoios prestados, culminado numa visita às suas instalações em Belas, Luanda.
Posteriormente, realizou-se depois um almoço convívio com a presença das entidades e militares que participaram nesta visita.

No final do almoço o Major Stone agradeceu esta primeira vista do Embaixador de Portugal em Angola e realçou a importância da ligação entre a componentes diplomática e miliar neste processo de pacificação do país. Posteriormente, o Dr. Ramalho Ortigão felicitou a CTm5 e os seus militares pelo excelente desempenho que muito contribui para a ação diplomática de Portugal em Angola e nas Nações Unidas.
De seguida, o Embaixador de Portugal em Angola cumprimentou militares do Estado-Maior da UNAVEM III, transmitindo-lhes o seu agradecimento pelo esforço desenvolvido em prol da paz em Angola.
Antes de finalizar a sua visita, à CTm5, o Dr. Ramalho Ortigão, assinou o Livro de Honra da CTm5 deixando a sua impressão sobre a Companhia, seguindo-se a tradicional troca de ofertas institucionais.
Esta visita terminou com a despedida de Sua Exa o Embaixador de Portugal em Angola junto à porta de armas, onde recebeu as honras regulamentares.
Livro de Honra da CTm5

Mensagem de Sua Exa o Embaixador de Portugal em Angola, Dr. José Ramalho Ortigão:
“Foi uma honra ter estado aqui na CTm5. Estes militares portugueses prestam um serviço fundamental a Angola, à Comunidade Internacional e um serviço patriótico a Portugal. Bem Hajam!”
31 de janeiro de 1996
Dr. José Duarte Ramalho Ortigão
Embaixador de Portugal em Angola


Se enganado não estiver, no convívio havido nesta ocasião (ou talvez numa outra com o Sr. Embaixador em Angola?), houve uns momentos musicais por uma equipa de músicos (guitarristas ) amadores da CTm5 que nos bridaram com alguns fados e canções. Aconteceu que tendo-lhes eu facultado numa anterior ocasião um Apontamento poético a que chamei “Lembrança do Sertão… Saudades de Ti”, acabaram por musicar e cantar um desse poemas que passo a reproduzir:
POR TANTO TE QUERER E NÃO TE TER
Por tanto te querer e não te ter
Estou pagando, amor, um alto preço.
Neste estar partilhado de não ser,
Neste ter, mas sem ter, o que mereço.
Passo a passo me deixo envelhecer,
Sem que a vida me dê o que lhe peço.
Mas se é tão forte o nosso bem-querer,
Não sei bem a razão porque entristeço!
Era pálida a lua à noitinha,
Quando a saudade que a meu peito vinha,
Relembrava o teu rosto de menina.
Se te sinto e retenho em pensamento,
Que pare o tempo, só pelo momento
De gravar tua imagem na retina.
Luanda, Dezembro de 1995