
Apresentação realizada no âmbito das Jornadas da Arma de Transmissões de 2025 na Academia Militar
No início de janeiro de 1975 o Ministro da Administração Interna solicitou ao Exército a nomeação de especialistas de telecomunicações para apoiar o Secretariado Técnico dos Assuntos Políticos (STAP) no planeamento e execução do sistema de transmissão e de escrutínio dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, a terem lugar cerca de 3 meses depois. Satisfazendo o pedido, o Diretor da Armasde Transmissões de imediato nomeou 5 oficiais da Arma.
Tendo em consideração que, do antecedente, as eleições não eram livres nem universais, foi necessário planear e montar “a máquina eleitoral” a partir do nada, de modo a assegurar o voto livre a toda a população e a célere transmissão dos resultados para Lisboa, bem como o respetivo escrutínio nacional.
Esta primeira experiência eleitoral em democracia foi um êxito, unanimemente reconhecido, tendo sido relevante a contribuição dos militares da Arma de Transmissões.
Posteriormente, em sete atos eleitorais, de 1976 a 1980, a Arma de Transmissões empenhou muitos militares e as redes e equipamentos do Serviço de Telecomunicações Militares na transmissão e no escrutínio dos resultados, em alternativa aos sistemas do Ministério da Administração ImternaI.


















