1. ENQUADRAMENTO
A República do Líbano situa-se na Ásia Ocidental, tem um litoral ao longo do mar Mediterrâneo (Oeste) e faz fronteira com a Síria (Norte e Leste) e Israel (Sul e Oeste) e Chipre. Possui um território diversificado (10 452 Km2) com predominância de zonas montanhosas e tem uma história e identidade cultural única em diversidade étnica e religiosa.
Em 1978 foi implementada a United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL), uma das operações de manutenção de paz mais antigas da ONU, com o mandato inicial de garantir a manutenção do cessar-fogo ao longo dos 121 km de fronteira entre Israel e o Líbano.
A guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah causou a morte de milhares de civis e danos significativos na infraestrutura civil do Líbano. Este conflito durou de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, altura em que se verificou um cessar-fogo patrocinado pela ONU.
Em 11 de agosto de 2006, reagindo à escalada de violência no território, o CSNU aprovou a resolução n.º 1701, prorrogando o mandato da UNIFIL e autorizando o envio de mais 13 000 homens para o sul do Líbano.
Durante 2007, as relações entre Israel e o Hezbollah deterioraram-se, o que impossibilitou a eleição de um novo Presidente da República após o fim do mandato do Presidente pró-sírio Émil Lahoud, a 22 de novembro de 2007. A tensão entre o movimento pró-sírio e o movimento pró-ocidental culminou na investida do Hezbollah contra o partido do primeiro-ministro Fouad Siniora e seus aliados, que originou uma invasão armada da cidade de Beirute em maio de 2007. Após uma ronda de conversações de paz no Qatar, as partes acordaram na formação de um novo comando e colocaram no poder um novo Presidente, o general Michel Suleiman.
2. DADOS DA INTERVENÇÃO PORTUGUESA NO LÍBANO
O contributo de Portugal para a UNIFIL traduziu-se na projeção, em novembro de 2006, de uma Unidade de Engenharia – a Companhia de Engenharia Pesada (CEngCombPes), tendo por missão principal executar trabalhos de construções em apoio às Unidades da UNIFIL em todo o TO.
Em 27 de junho de 2012, devido a constrangimentos orçamentais, o Exército Português decidiu terminar a sua participação da UNIFIL.

3. O PAPEL DAS TRANSMISSÕES
O módulo de Tm era constituído por 1 Oficial (Ten/Cap), 3 Sargentos (1SAR/SAJ) e 4 praças, tendo como missão o apoio imediato em comunicações e sistemas de informação à força aquartelada, com os seguintes meios: central telefónica, centro de processamento de mensagens, reparação de material rádio, helpdesk da RDE (essencialmente infraestrutura e terminais), manutenção dos links satélite de reach back;
O apoio às atividades operacionais baseava-se numa rede V/HF para comando e controlo (terminais e repetidores).
Ao nível do apoio ao bem-estar foi disponibilizado o seguinte:
- Acesso à internet (welfare);
- Conteúdos vários aos militares aquartelados;
- Acesso a televisão Nacional (via satélite);
- Telefonia Nacional.
Fonte o Livro:
DCSI, 2023. Arma de Transmissões – 50 anos “Por Engenho e Ciência”, 2.º volume, pág. 213
