Sargento-Mor Tm Carlos Narra
Sargento-Mor de Transmissões, incorporado em 1984, concluiu o Curso de Formação de Sargentos em 1986. Ao longo da carreira prestou serviço na CTM/BMI, EPT, BTm 4, DGMT, CME e RTm, tendo desempenhado diversos cargos dos quais se destacam: Componente Operacional, Adjunto de Companhia, Chefe da Seção Planeamento e obras, Sargento de logística, PEFEx elaboração referenciais Curso Formação Praças de Transmissões, Formador em diversas áreas ligadas às Transmissões e Informática, Gestor de rede local e Adjunto do Comandante do Regimento de Transmissões (Porto).
Nesta lápide, relativa aos mortos da Companhia de Telegrafiastas de Praça, (a unidade de Transmissões Permanentes da época, e de que o RTm é o herdeiro histórico), verifica-se um total de 33 mortos (o BTC teve 46), sendo 16 em França e 17 em Moçambique.
A grande diferença em relação ao BTC é que os números de mortos nas duas frentes são muito próximos.
Por outro lado morreram em França mais do dobro dos militares da CTP do que do BTC.
Penso que a razão poderia ter sido a de o pessoal da CTP na Flandres ter sido dado de reforço aos Batalhões e Grupos para melhorar a qualidade do serviço nos respetivos CTm, ficando o seu pessoal mais à frente e, consequentemente em zonas de maior risco, do que o pessoal do BTC.
Quando entro no Regimento de Transmissões, como ainda hoje aconteceu, paro sempre a observar o nome do Angelino Larangeiro, militar de Transmissões da minha aldeia (Vargos, concelho de Torres Novas) e dele converso com frequência com a sua sobrinha (Dona Vitória – 94 anos) que ainda vive na mesma casa.
António Pena