
Entre os meses de julho e dezembro deste ano comemorou-se o trigésimo (30º) aniversário da construção de uma Cubata africana, designada D’Jango, na Companhia de Transmissões n.º 5 (CTm5), em Angola.
Em 31 de julho de 1995, iniciou-se a construção de um D’Jango, com forma circular, na CTm5, tarefa levada a cargo de angolanos. Esta construção iria servir para a realização de vários eventos e convívios, entre os quais diversas receções a entidades que visitavam a Companhia e como sala de convívio para oficiais.
No dia 18 de agosto de 1995 concluiu-se a construção do D’Jango, no entanto, ao longo dos meses seguintes fizeram-se várias obras para beneficiação desta infraestrutura.

Construção do D’Jango da CTm5, agosto de 1995

Colocação da Cobertura no D’Jango, agosto de 1995
Assim, entre 04 e 07 de setembro de 1995 construiu-se a laje, em betão armado, do D’Jango e no dia seguinte, iniciou-se o ajardinamento das áreas contíguas.

da Agência Lusa em Angola e seu substituto), 12 de setembro de 1995
No dia 15 de setembro de 1995 inaugurou-se o D’Jango, que sofreria posteriormente melhorias adicionais, tais como, construção de um balcão (a partir de 02 de outubro), de uma prateleira a meia altura, praticamente em todo o seu perímetro e a melhoria do ajardinamento, colocando canteiros a envolver esta infraestrutura (23 de outubro).
Entretanto foi colocada no D’Jango uma mesa uma mesa para refeições e respetivas cadeiras, bem como os sofás e a mesinha de apoio que tinha vindo do BTm4/Moçambique.
Finalmente, em 13 de dezembro de 1995, colocaram-se no D’Jango os armários que serviam como expositor das várias lembranças recebidas das entidades que visitaram a CTm5, e onde se colocou também uma televisão e um equipamento de vídeo.
Este espaço permitia também que os oficiais e os sargentos mais graduados da unidade tivessem um espaço próprio onde podiam tomar refeições, especialmente à noite, e ter alguma privacidade.

Construção do balcão do D’Jango,
outubro de 1995

Mobiliário no D’Jango (jantar de despedida do
Coronel Tavares de Almeida), 13 de dezembro de 1995
Este D’Jango, perfeitamente integrado no conjunto do edificado do aquartelamento da CTm5, baseado nos quartéis CANIFA [1] nacionais, dava-lhe um toque genuinamente africano, constituindo-se como um ex-libris da Companhia, sendo muito admirado por todos quantos visitavam a unidade.
[1] – Modelo de aquartelamento militar estabelecido pelas comissões de novas instalações das Forças Armadas (CANIFA), no âmbito dos programas de modernização militar iniciados na década de 40 (Séc. XX). Foram construídos quartéis deste tipo em várias localidades do país e no antigo Ultramar Português para os três ramos das Forças Armadas Portuguesas, nas décadas de 50 e de 60 (Séc. XX). Os quartéis CANIFA, destinados a unidades territoriais tipo regimento, apresentam um padrão arquitetónico específico comum, na disposição e orientação dos edifícios, e na sua arquitetura, onde existiam áreas mais públicas (porta de armas, casa da guarda, edifício do comando e casas/meses de oficiais e de sargentos), onde poderiam entrar fornecedores e famílias dos militares) e áreas mais privadas [Casernas de praças (três a dez casernas por quartel), refeitório geral, enfermaria, ginásio, arrecadações, parques e oficinas automóveis, carreira de tiro, parada, pistas e campos desportivos, paiol de munições) apenas para os militares da unidade.

