MGen Pinto de Castro
Oficial Eng.º de Transmissões, concluiu a licenciatura no IST em 1971. Comandou a Companhia de Transmissões da Brigada Mista Independente, foi Director do DGMT, Comandante do BTm 4, Chefe da 3ª Rep. da Divisão de Comunicações e Sistemas de Informação no EMGFA, Comandante da Zona Militar dos Açores. Exerceu funções técnicas na RTP (1974), Professor na Academia Militar, Presidente do Grupo de Trabalho de Transmissões da EUROFOR. Na EID, como delegado da Arma de Transmissões, co-responsável pelo desenvolvimento do E/R P/PRC-425. Auditor de Defesa Nacional.
Esta iniciativa do MGen Hemriques Dinis vem preencher uma lacuna neste Blogue visto que, até aqui, a Companhia de Transmissões da Brigada ainda não foi contemplada com nenhum post. Ainda na ultima reunião tinha chamado a atenção da CHT para a necessidade de referir a Companhia no Blogue, dada a sua importãncia como unidade de Tm de Campanha, herdeira histórica do “glorioso” BTm3 e para mais tendo na Comissão dois oficiais ex-comandantes desta Companhia, como aliás consta da galeria dos Comandantes apresentada no documento do MGen Dinis.
Para além de salientar a oportunidade do documento e a sua qualidade permito-me acrescentar as seguintes achegas em relação a esta importante unidade da nossa Arma:
• A primeira recordação que tenho da Companhia está ligada ao problema da alimentação, quando a unidade era comandada pelo major Pinto de Castro e eu estava, a meu pedido, a desempenhar as funções de chefe da Repartição de Pessoal da DAT. Não vou contar a história em pormenor pois deixo isso para o MGen Pinto de Castro, que o fará melhor do que eu. O problema é que a unidade, naquela altura, era uma espécie de Companhia-gourmet, onde toda a gente sabia que se comia bem. Como se sabe na tropa o exemplo vem de cima e o general Comandante da Brigada (o meu amigo Silva e Castro) estava, sempre que podia lá caído para almoçar, o que era uma propaganda eficaz e um atestado inquestionável da excelência culinária da unidade. O responsável pelas estrelas Michelin dadas, em peso, pela Bigada era o sargento-ajudante Alves. Acontecia que havia normas que obrigavam a fazer rotações do pessoal. O Alves já devia ter sido rodado há muito tempo. E não foi. Tanto quanto me lembro a razão que o Pinto de Castro defendeu (para além do bem estar da Companhia) era também o prestígio alcançado pela Arma no campo da gastronomia…
Acabei por concordar em manter a situação enquanto não surgissem reclamações que obrigassem a deslocar o Alves, o que comigo acabou por não acontecer. Eu no fim de contas na Repartição de Pessoal o que defendia era que o grande segredo da gestão da Arma era aplicar o princípio do “right man in the right place”, como era o caso.
• Mais tarde, era eu Diretor Interino da Arma e comandava a Companhia o saudoso TGen Rodrigues (falecido), então major. Fiz questão de visitar a Companhia como Diretor, o que nunca tinha sucedido, julgo que pelo fato de a Companhia pertencer à Brigada.. Claro não se pode ir visitar a Companhia sem a concordância do comandante da Brigada (o MGen Carreto Curto) que apoiou francamente a ideia. A visita correu muito bem e foi notória a satisfação da Companhia pelo fato de ser visitada pelo Diretor da Arma pela primeira vez.
• Recordo ainda que, no tempo em que comandava a Companhia o major Moreira a unidade nos testes de prontidão teve altas classificações que a distinguiram no âmbito da Brigada.