MGen Pinto de Castro
Oficial Eng.º de Transmissões, concluiu a licenciatura no IST em 1971. Comandou a Companhia de Transmissões da Brigada Mista Independente, foi Director do DGMT, Comandante do BTm 4, Chefe da 3ª Rep. da Divisão de Comunicações e Sistemas de Informação no EMGFA, Comandante da Zona Militar dos Açores. Exerceu funções técnicas na RTP (1974), Professor na Academia Militar, Presidente do Grupo de Trabalho de Transmissões da EUROFOR. Na EID, como delegado da Arma de Transmissões, co-responsável pelo desenvolvimento do E/R P/PRC-425. Auditor de Defesa Nacional.
Junto apenas uma nota para observar que este telégrafo de palhetas de Ciera (inventado por Ciera no princípio do século XIX), para comunicação com as ilhas Berlengas, foi o exemplo que se conhece de maior persistência da telegrafia ótica em Portugal. De notar que a telegrafia elétrica, que exigia a montagem de linhas, ou seja, neste caso, cabo submarino, constituía uma solução muito cara, pelo que a substituição da telegrafia ótica neste caso só se veio a verificar pelo uso da TSF.
De notar ainda que a foto mostra a infraestrutura de apoio ao telégrafo onde actuava o operador. Deve ser das poucas que se conhecem (além da torre de Belem). No entanto a fotografia não permite distinguir onde se encontrava o óculo, elemento indispensável da telegrafia ótica.