Post do MGen Pedroso Lima, recebido por msg:
O período que decorre de 1810 a 1864, de que trata o presente post, corresponde à existência da notável unidade que foi o Corpo Telegráfico que iniciou no Exército – e no País – a era das Telecomunicações.
Recorde-se que, em 2010, o Exército, por proposta da CHT, liderou as comemorações do Bicentenário da criação do Corpo Telegráfico, a que se associaram, entre outros a Fundação Portuguesa das Comunicações e os CTT, foi publicado um livro, que se encontra disponível neste Blogue e inaugurada a lápide na entrada do RTm que se apresenta na figura.
A breve referência que se faz ao Corpo Telegráfico pretende recordar a enorme importância que teve na sua época, aproveitando o facto de, a 10 de Março, último terem passado 202 anos da sua criação.
Os aspetos mais relevantes da ação do Corpo Telegráfico em proveito do Exército e do País podem sintetizar-se em ter sido:
• A primeira unidade de Transmissões do Exército;
• O introdutor da telegrafia visual terrestre no país, espalhando estações telegráficas por todo o território e participando na guerra Peninsular e nas Lutas Liberais;
• O utilizador de tecnologia portuguesa, desenvolvida por Francisco António Ciera que se mostrou competitiva e com vantagem em relação à inglesa nas Linhas de Torres e que se prolongou durante quase 50 anos;
• O introdutor da telegrafia eléctrica em Portugal, cujo funcionamento assegurou durante os nove primeiros anos, incluindo o serviço público nacional e internacional.
• O precursor de vários órgãos, entidades e empresas, que no âmbito militar e civil asseguram hoje os complexos serviços das comunicações a longa distância, nomeadamente os atuais CTT.
De fato, o Corpo Telegráfico merece ser recordado neste blogue, como sucede com a lápide no RTm, pelo seu pioneirismo e por, durante meio século, ter concentrado em si todas as responsabilidades das Telecomunicações nacionais existentes na sua época.