Estive colocado na Escola Militar de Eletromecânica (EMELm) durante cerca de 5 anos, de setembro de 1975 até dezembro 1979. Foi a Unidade onde estive mais tempo. Regressado de Moçambique, já estava farto da Comissão Liquidatária, já tinham passado 3 meses, pelo que a colocação na EMElm foi uma tábua de salvação. Na altura morava no Fogueteiro, a minha mulher trabalhava em Setúbal e os nossos filhos estavam num colégio na Sobreda da Caparica. Cada dia era uma autêntica maratona. Dias felizes!

Em Paço de Arcos, grande parte das minhas funções estiveram ligadas à Direção de Instrução, onde criei a Secção de Controlo de Instrução. Como tinha formação especial em Métodos de Instrução (curso de Formação de Instrutores do Army USA ) dei formação a todos os instrutores, cerca de 10 cursos. Montei, com o então tenente Infante, a sala de Televisão, (com o apoio da Philips), e preparei o respetivo livro de Televisão. Era tradição, na Escola, o professor escrever o livro sobre a matéria que lecionava. Esta regra em geral era aplicada aos Alferes, que sendo também professores noutros estabelecimentos, colmatavam as “baldas” com a obrigação de escreverem o livro de apoio, daí os livros da Escola de então serem muito apreciados.

A nossa equipa de andebol, onde era o capitão, foi campeã da Região Militar de Lisboa. Recordo também a convivência com a OLE (Orquestra Ligeira do Exército),que foi muito interessante. A Unidade era um mundo sempre a girar. Os seus quadros seriam cerca de 3 Tenentes-coronéis, 3 majores, 30 capitães e outros tantos de postos intermédios. E foi lá que apanhei uma úlcera péptica, de origem nervosa.

Devo ter tido naquele período 5 comandantes: TCors Parreira Ribeiro, da FAP, Oliveira Faria, do Serviço de Material (SMat), Falcão, da FAP, Figueiredo, do SMat e Honrado Gomes, de Transmissões.

Saí da Escola a convite do general Pereira Pinto, para ir para Coimbra como Oficial de Transmissões do QG da Região Militar Centro.

A EMElm era uma Unidade diferente, tanto no convívio como na interação ensinar/aprender e na diversidade de tarefas. Foram bons tempos.

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